Muitos dizem: ‘Eu amo Jesus mas não a igreja‘, lembra aquele vídeo da Bruna Marquezine que viralizou, onde ela faz uma crítica honesta sobre o comportamento de alguns cristãos? Aquela fala ecoou porque ela toca em uma ferida aberta da nossa geração: o “ranço” do fã-clube de Jesus.
Muitos dizem: “Eu amo Jesus, a mensagem d’Ele é incrível, mas não aguento a Igreja”. Se você já pensou assim, ou se a sua fé anda balançada porque você não se encaixa nos padrões estéticos e comportamentais do meio religioso, este artigo é para você. Vamos falar sobre por que Jesus escolheu justamente os “canceláveis” para mudar a história.

O primeiro “Fã-Clube” não passaria em um processo seletivo
A gente tem uma ideia romantizada dos apóstolos, mas a verdade é que, se Jesus fosse abrir um grupo de WhatsApp hoje, os 12 primeiros seriam os candidatos ideais para um cancelamento em massa.
Jesus não escolheu modelos de perfeição; Ele escolheu humanidade exposta.
- Mateus: Um cobrador de impostos visto como traidor da pátria.
- Tomé: O cético que precisava tocar para crer.
- Tiago e João: Tão explosivos e ambiciosos que ganharam o apelido de “Filhos do Trovão”.
Eles eram imperfeitos e cheios de falhas. Jesus não os escolheu pelo que eram, mas pelo que se tornariam ao se permitirem ser conhecidos e tratados por Ele.
Pedro: O líder que precisou ser resgatado da desistência
Muitos discutem o papel de Pedro sob uma ótica teológica, mas vamos focar no homem real. Pedro era impulsivo. Ele foi o primeiro a dizer que morreria por Jesus e o primeiro a fugir quando a pressão subiu.
Pedro chegou a se afastar. Esmagado pela culpa de ter negado o Mestre, ele voltou para os barcos na Galileia. Ele desistiu do “fã-clube” porque achou que seu erro era o ponto final. Mas a beleza da história é que o Jesus ressurreto foi até a praia buscou Pedro em sua desilusão.
Jesus não permitiu que o erro de Pedro fosse o seu fim. Ao aceitar a restauração e voltar para o convívio dos outros discípulos, ele se tornou um pilar essencial. Jesus usa pessoas que se deixam encontrar na sua pior versão.
Por que dizer que amo Jesus mas não a igreja pode ser uma armadilha?
A provocação que quero te fazer é: será que o seu ranço do “fã-clube” não é, na verdade, um medo de ser visto sem filtros? No grupo, nossos defeitos aparecem — assim como os dos discípulos apareceram. Mas é exatamente nesse “atrito” que o caráter é moldado.
Jesus disse em Mateus 10:40: “Quem vos recebe, a mim me recebe”. Ele identificou Sua presença com Seus enviados, por mais falhos que eles sejam. Rejeitar a comunidade por causa das imperfeições dos outros pode ser, muitas vezes, uma forma de evitar o processo de cura que Jesus quer fazer em você através deles.
Um convite para caminhar de perto (O Próximo Passo)
Se você sente que sua fé está por um fio, eu quero te convidar a olhar para o Jesus real. Aquele que anda com pecadores e restaura pescadores frustrados.
Essa jornada de restauração é o que exploramos profundamente aqui no blog através do nosso Plano de Leitura Bíblica Anual. Se você navegar pelos nossos conteúdos, verá que o mês de Agosto é dedicado exclusivamente a temas de Restauração que ajude a fé resistir em meio a dor, vale muito a pena conferir o artigo.
Agora porém estamos em Dezembro, o momento perfeito para você organizar sua vida espiritual. Não importa se você está começando agora ou recomeçando após uma queda: o convite para sair do isolamento e entrar no propósito continua de pé. Não finalize o ano sem a companhia de Jesus e o corpo que ele escolheu para representá-lo, a igreja.
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